Fenologia do florescimento e frutificação do Dovyalis

Eduardo José de Almeida, Natanael Jesus, Antonio Baldo Geraldo Martins

Resumo


A diversificação de espécies frutíferas cultivadas é um procedimento importante para o fruticultor, e o Brasil, por sua diversidade edafoclimática, possui grande potencial para cultivar frutíferas tropicais e temperadas. Contudo, faz-se necessária a adaptação das espécies introduzidas às nossas condi­ções. Com isso, foi estudada a fenologia de dovialis, um híbrido de Dovyalis caffra e D. hebecarpa, introduzida no Brasil pela UNESP/ FCAV, Câmpus de Jaboticabal. A árvore, proveniente de propaga­ção seminífera e em plena fase produtiva, teve marcados oito ramos por toda a planta no momento do florescimento. Foram anotados os dias necessários para as seguintes fenofases: da iniciação floral até a antese, início da maturação do fruto, plena maturação e senescência, dada pela queda do fruto. Dos frutos maduros foram medidos a concentração de ácido ascórbico, ºBrix e acidez titulável. Mediram-se o comprimento e a largura dos frutos durante o desenvolvimento e das folhas maduras. Da iniciação floral à antese, foram necessários 18 a 22 dias; 30 a 55 dias da antese ao início da ma­turação; oito dias do início da maturação até totalmente maduros e de oito a 13 dias para atingirem a senescência, perfazendo de 64 a 98 dias da iniciação floral à senescência dos frutos. Os frutos apre­sentaram, em média, ºBrix de 14, ácido ascórbico de 140,46 mg100 g-1 de polpa e acidez titulável de 2,52 ml de ácido málico 100 g-1 de polpa e dimensões médias de 2,30 cm de altura por 1,70 cm de diâmetro. As folhas possuem, em média, 7,20 cm de comprimento por 3,72 cm de largura.



Referências



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